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quarta-feira, maio 19, 2010

Conhecendo o aluno

Numa educação utópica por mim idealizada, seria iniciar com o mesmo grupo de alunos desde os primeiros anos até o fim do ensino fundamental. Assim os alunos conheceriam melhor o seu grupo e a sua professora. Tal projeto, bom ou mau, seria impraticável por vários motivos. Minha proposta pedagógica em meu estágio é trabalhar com a identidade de meus alunos. Que eles sejam capazes de conhecerem um pouco mais de si mesmos e da realidade que os cercam, que sejam capazes de identificar os traços culturais que cada um possui e a valorizar suas características e diversidades. Mesmo que nem uma das muitas crianças que compõem o universo desta sala de aula volte a encontrar-se novamente, espero que possam ter sua auto estima valorizada e que saibam reconhecer e respeitar as diferenças ou semelhanças, culturais que elas e seus colegas trouxeram para o aprendizado deste ano. E a cada nova turma como professora, sempre procurarei conhecer um pouco mais sobre meus alunos, apesar de demandar tempo e paciência. Cito um trecho extraído do livro “Os Aprendizes do Aprender” de Lourdes Rodrigues:
“Em Paulo Freire, a realização de pesquisa de campo inicial pretende a integração dos grupos e levantamento dos seus interesses, valores, conhecimentos e modo de viver, permitindo que as pessoas se tornem conhecidas sem intimidação ou distanciamento.
A fase inicial do trabalho educativo consiste em conhecer a realidade dos educandos, valorizando os significados culturais do meio e estimulando novos conhecimentos.

Paulo Freire propõe a busca constante de encontrar formas alternativas para o desenvolvimento geral do educando. Para que isso ocorra é necessário um planejamento bem estruturado com os educadores e com o máximo de informações sobre o universo do grupo de educandos, que direciona a educação para a valorização da cultura do individuo e do grupo e a compreensão de seus conhecimentos já existentes. (pág. 88)

terça-feira, dezembro 08, 2009

Crescer é preciso… com arte, melhor ainda!!!

Vinte e sete de novembro, dez horas e trinta minutos, tá na hora de Crescendo com Arte, projeto do Teatro do SESI, que convida os alunos, gratuitamente, a entrarem num mundo mágico e encantador. O espetáculo da vez foi o balé “Quebra-Nozes”, de Tchaikovsky, produzido e encenado pelo Ballet Vera Bublitz.
Os alunos adoraram, os seus olhos brilhantes e curiosos não perderam um minuto do espetáculo. Balés nos dias de hoje são coisas raras, e eles souberam aproveitar e dar valor a apresentação. Não foi a primeira vez que sai com eles, o comportamento e o retorno como sempre foram recompensadores. É sempre uma satisfação poder proporcionar aos meus alunos momentos culturais como esses, que dificilmente teriam acesso. Eu própria não gostaria de pagar R$ 100, 00 pelo ingresso, não que não valesse à pena. A cultura nesse país parece sempre ser tão cara. Ou será que é o nosso padrão de vida que não nos permite usufruir dela?
Enfim, que bom que podemos estar presentes neste grande balé, tão tradicional, em outros países, no período de Natal. Minhas crianças puderam apreciá-lo não somente através da televisão, como é comum nos especiais de final-de-ano.


sexta-feira, novembro 20, 2009

A Grande Viagem

José tinha cinquenta e cinco anos. Nasceu em São Borja, ali vivia e havia de morrer. Homem simples do interior nunca saíra de seu rancho. Uma vez fora à capital, coisa linda de se ver, mas ficou perdido naquele mar de gente. Dava medo! - dizia aos vizinhos. Zé amava sua terra, mas ouvia falar do mundo e queria conhecê-lo. Não era nenhum guri, porém, coragem não lhe faltava, haveria de conseguir. Se qualquer piá podia, porque ele, índio velho e calejado pela vida não tentava? Estava prestes a terminar sua primeira grande viagem. Escolheu logo de cara dar um passo longo, nada de coisa de jardim de infância, que tamanho nunca lhe dera medo. Para quem nunca sequer deixara o estado, dar a volta ao mundo foi um feito e tanto. FIM, o primeiro de muitos, fechou o livro. Estava terminado, na capa destacava-se o título: A viagem ao mundo em 80 dias.

Esta história é fictícia, mas se repete todos os dias nas diversas salas da EJA espalhados por aí. Ainda existem muitos Josés querendo aprender a ler, almejando um mundo que até então lhes é vedado. A alfabetização é apenas a primeira “viagem” nos caminhos da aprendizagem. E ainda existem muitos viajantes e praias a serem descobertas, e é com o mesmo orgulho do Zé que faço parte deste processo.

terça-feira, outubro 20, 2009

A Estrada dos Tijolos Amarelos



Tudo que vemos, ouvimos ou lemos serve para aprender e refletir. Pois nestas idas e vindas acabei por ver O mágico de Oz. O que aprendi? Que não devemos fugir de casa num dia de vendaval, mas uma curiosidade leva a outra. Aprendemos por caminhos estranhos. Descobri que o leãozinho símbolo do instituto do câncer infantil é inspirado no Mágico de Oz. Porque o leão? Porque para enfrentar o câncer é preciso coragem. A estrada dos tijolinhos amarelos foi feita com doações para a construção do Instituto. Não foi preciso O Mágico de Oz, intervir, bastou a solidariedade e o esforço da sociedade. Não é só nas horas difíceis que precisamos de coragem. Precisamos ter em mente que todos somos meios leões, meio espantalhos ou homens de lata. É preciso agir, hora com o cérebro, hora com o coração e não ter medo de errar. É preciso seguir sempre em frente. No filme, ao dirigir-se rumo à Cidade das Esmeraldas, a menina, Dorothy, parte do início da estrada dos tijolinhos amarelos. Uma longa jornada sempre deve ter um começo, e é vencida passo a passo. Assim é o saber, das primeiras letras a faculdade, um longo caminho. E quando chegamos ao fim descobrimos que felizmente existem várias outras estradas, que podem ser seguidas e que nos levam a outros a outros horizontes. A onde você quer ir? É só escolher uma das estradas e dar o primeiro passo.

terça-feira, setembro 29, 2009

Brincando de Aprender

Nem só de atividades culturais sobrevive um final de semana! Estive na casa das minhas priminhas fofas dando o pontapé inicial no trabalho da disciplina de Linguagem e Educação. Elas estão em uma idade bastante interessante, onde a curiosidade e a imaginação se fazem presentes de maneira divertida, que nos faz rir. Em que momento da nossa aprendizagem esquecemos o quão divertido pode ser o aprender? Não sei todas as respostas, mas sempre me divirto muito com as histórias que elas têm para contar. Será por causa destas carinhas divertidas?