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quarta-feira, junho 16, 2010

Identidade - Parte I


É este pedaço de papel que vai dizer quem somos?
Somos negros, somos índios, somos brancos.
Os rios da África correm em nossas veias.
Nossas raízes nutrem-se das terras roubadas dos Guaranis.
Nossas lembranças perdem-se no além mar.
Quais são nossas identidades?
Somos brasileiros.
Somos gaúchos de coração.
Torcemos por nosso time ganhar o Grenal.
Acendemos uma vela na igreja.
Damos pinga pro santo.
Pedimos a benção de Tupã.
Nossa mesa é farta.
Comemos feijoada, vatapá, aipim e bacalhoada.
Cerveja no verão, vinho no frio.
Chimarrão sempre.
E um cafezinho pras visitas.
Quem nós somos?
Na carteira vai meu nome.
Nossa identidade é única.
Nossa cultura é vasta.
Temos uma rica herança.
Temos orgulho de nossa terra.
E por ela havemos de lutar, tal quais os farrapos.
Sabemos de onde viemos
E pra onde queremos ir.
Escreve ai seu moço.
Somos brasileiros
Somos gaúchos.
Temos um nome.
Coloca ai que eu assino em baixo.

quarta-feira, maio 19, 2010

Conhecendo o aluno

Numa educação utópica por mim idealizada, seria iniciar com o mesmo grupo de alunos desde os primeiros anos até o fim do ensino fundamental. Assim os alunos conheceriam melhor o seu grupo e a sua professora. Tal projeto, bom ou mau, seria impraticável por vários motivos. Minha proposta pedagógica em meu estágio é trabalhar com a identidade de meus alunos. Que eles sejam capazes de conhecerem um pouco mais de si mesmos e da realidade que os cercam, que sejam capazes de identificar os traços culturais que cada um possui e a valorizar suas características e diversidades. Mesmo que nem uma das muitas crianças que compõem o universo desta sala de aula volte a encontrar-se novamente, espero que possam ter sua auto estima valorizada e que saibam reconhecer e respeitar as diferenças ou semelhanças, culturais que elas e seus colegas trouxeram para o aprendizado deste ano. E a cada nova turma como professora, sempre procurarei conhecer um pouco mais sobre meus alunos, apesar de demandar tempo e paciência. Cito um trecho extraído do livro “Os Aprendizes do Aprender” de Lourdes Rodrigues:
“Em Paulo Freire, a realização de pesquisa de campo inicial pretende a integração dos grupos e levantamento dos seus interesses, valores, conhecimentos e modo de viver, permitindo que as pessoas se tornem conhecidas sem intimidação ou distanciamento.
A fase inicial do trabalho educativo consiste em conhecer a realidade dos educandos, valorizando os significados culturais do meio e estimulando novos conhecimentos.

Paulo Freire propõe a busca constante de encontrar formas alternativas para o desenvolvimento geral do educando. Para que isso ocorra é necessário um planejamento bem estruturado com os educadores e com o máximo de informações sobre o universo do grupo de educandos, que direciona a educação para a valorização da cultura do individuo e do grupo e a compreensão de seus conhecimentos já existentes. (pág. 88)

sábado, maio 15, 2010

Conceitos Prévios

Ao longo do curso, e de minha prática pedagógica, preocupei-me com as questões de discriminações raciais e como lidar com isto em sala de aula. Já havia refletido sobre o assunto algumas vezes aqui em meu blog. Agora em meu estágio ao trabalhar com a construção da identidade de meus alunos os mesmos velhos problemas vem à tona. Como trabalhar a questão étnico-racial num país onde a grande maioria tem vergonha de identificarem-se como negros ou índios? Valorizar a auto-estima de cada um independentemente de sua “pseudo raça”, cor ou religião continua sendo um desafio. E me sinto gratificada cada vez que ajudo a diminuir as diferenças, ou valorizá-las. O que seria do verde se todos gostassem do amarelo? Não gostaria de viver num mundo onde todos vestissem a mesma cor e lamento que tenha tantas pessoas “daltônicas” por aí.
Retiro um texto do livro Kulé Kulé, educação e identidade negra, editado pela Univerdade Federal de Alagoas, diz o parágrafo da página 14, escrito por Nilma Lino Gomes:

“Não é fácil construir uma identidade negra positive convivendo e vivendo num imaginário pedagógico que olha, vê e trata os negros e sua cultura de maneira desigual. Muitas vezes, os alunos e as alunas negras são vistas como “excluídos”, como alguém que, devido ao seu meio sociocultural e ao seu pertencimento étnico/racial, já carrega congenitamente alguma “dificuldade” de aprendizagem e uma tendência a “desvios” de comportamento, como rebeldia, indisciplina, agressividade e violência. Essas concepções e essas práticas pedagógicas, repletas de valores e representações negativas sobre o negro, resultam, muitas vezes, na introjeção do fracasso e na exteriorização do mesmo pelos alunos e alunas, expresso numa relação de animosidade com a escola e com o que muitos/as aluno/as introjetem o racismo e o preconceito racial.
Essa perspectiva, que prima pela exclusão e trata as diferenças como deficiências, transforma as desigualdades raciais, construídas o decorrer da história, nas relações políticas e sociais, em naturalizações. As desigualdades construídas socialmente passam a ser consideradas como características próprias do negro e da negra. Dessa maneira, um povo cuja história faz parte da nossa formação cultural, social e histórica, passa a ser visto através dos mais variados estereótipos. Ser negro torna-se um estigma. Se passarmos em revista vários currículos do ensino fundamental e médio, veremos que o negro, na maioria das vezes, é apresentado aos alunos e as alunas unicamente como escravo – sem passado, sem história – exercendo somente algumas influências na formação da sociedade brasileira. Numa outra face desse mesmo procedimento, o negro, quando liberto, é apresentado como marginal, desdobrando-se na figura do “malandro”. Essa postura reforça o estereótipo do não-lugar social imposto.”

sexta-feira, novembro 06, 2009

Trocam-se caixinhas por ingressos

Com um sonho na cabeça, a dura realidade nos dizia:
- Precisamos do dinheiro para os ingressos.
Alguns conseguiram com os pais e parentes, a outros cujas finanças não lhes permitiu, permaneciam as esperanças. Tive a feliz idéia de confeccionar caixinhas artesanais de MDF, para vendê-las e assim adquirir mais alguns ingressos. Mãos a obra, ou as tintas, foram feitas doze caixinhas que poderiam ser “trocadas” por ingressos. Agora, faltavam os compradores. Nossa campanha tomava o rumo certo! Graças à colaboração de amigos. Pois quem mais que nossos amigos, para nos fazerem acreditar e nos apoiarem? Por isso, não devemos nunca esquecer de agradecer a nossos amigos e os familiares. Fiz um pequeno vídeo com as caixinhas, cada caixinha representa um ingresso, cada ingresso representa um “padrinho” ou “madrinha”, cada ingresso representa um sorriso de uma criança feliz.

terça-feira, setembro 29, 2009

Fim-de-semana Cult

Dizem que a única maneira de alcançar a imortalidade é não morrer na memória dos homens. No meu fim de semana cultural, vi a obra Carmina Burana, de Carl Orff. As canções, as carminas, são anteriores a Orff. Sendo que as primeiras notícias que se tem a seu respeito tratem do ano de 740. Call Orff se imortalizou com Carmina Burana.
Saiba um pouco mais sobre a obra imortal Carmina Burana.
E você como será lembrado?