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terça-feira, novembro 24, 2009

O Leitor



Estava navegando pela internet e entrei num blog que recomendava o filme “O leitor”. Segundo a autora o filme fora recomendado por seu professor e ela gostará muito. Como o filme tratava do tema linguagem, resolvi conferir mais de perto. Um resumo muito rápido do filme diria mais ou menos o seguinte: A história conta a vida de um jovem adolescente que tem um envolvimento com uma mulher já madura. Antes de fazerem amor a mulher sempre pede que ele leia para ela. Entre livros e muito sexo os dois vivem um grande romance. Os dois separam-se e ele só vai saber dela anos mais tarde, mas não vou contar o final. A única coisa que vou revelar é algo que parece óbvio desde o inicio: a mulher não sabe ler. E é devido a esta condição que justifica-se determinadas atitudes por sua parte. A vergonha de quem não sabe ler está bem marcada em sua vida. O resto do enredo fica somente na promessa, no meu ponto de vista: não acontece, não desenvolve. Ao contrário da bloggueira, não gostei e não recomendo. Mas porque falar de um filme que não gostei? Porque ele fala muito sobre linguagem, não somente sobre a mais óbvia, sobre as mazelas do analfabetismo, mas também sobre a linguagem cinematográfica. É um filme lento, arrastado, cujo suspense fica apenas suspenso, não tem clímax, não tem um epílogo. O personagem principal não toma nenhuma posição, parece estar sempre em cima do muro, diga-se de passagem, como o próprio filme. A mulher não deixa claro estar arrependida ou não. Seu passado poderia gerar uma excelente discussão, assim como a visão da sociedade da época, mas o filme não toca a fundo no assunto. O enredo não justifica o sofrimento e as frustrações de seus protagonistas. Esta é a minha visão sobre o filme, o que não quer dizer que não seja um bom filme, mas nunca o recomendaria. A sétima arte tem dessas coisas, alguns filmes são amados ou odiados, outros nem tanto. Salvo a excelente atuação do casal principal ( Oscar de Melhor Atriz ), poderia entrar em detalhes sobre algumas cenas para dizer o que vi de errado, mas ai teria que contar o filme e tiraria a curiosidade de descobrir aonde o enredo quer chegar, se é que chega.

terça-feira, outubro 20, 2009

A Estrada dos Tijolos Amarelos



Tudo que vemos, ouvimos ou lemos serve para aprender e refletir. Pois nestas idas e vindas acabei por ver O mágico de Oz. O que aprendi? Que não devemos fugir de casa num dia de vendaval, mas uma curiosidade leva a outra. Aprendemos por caminhos estranhos. Descobri que o leãozinho símbolo do instituto do câncer infantil é inspirado no Mágico de Oz. Porque o leão? Porque para enfrentar o câncer é preciso coragem. A estrada dos tijolinhos amarelos foi feita com doações para a construção do Instituto. Não foi preciso O Mágico de Oz, intervir, bastou a solidariedade e o esforço da sociedade. Não é só nas horas difíceis que precisamos de coragem. Precisamos ter em mente que todos somos meios leões, meio espantalhos ou homens de lata. É preciso agir, hora com o cérebro, hora com o coração e não ter medo de errar. É preciso seguir sempre em frente. No filme, ao dirigir-se rumo à Cidade das Esmeraldas, a menina, Dorothy, parte do início da estrada dos tijolinhos amarelos. Uma longa jornada sempre deve ter um começo, e é vencida passo a passo. Assim é o saber, das primeiras letras a faculdade, um longo caminho. E quando chegamos ao fim descobrimos que felizmente existem várias outras estradas, que podem ser seguidas e que nos levam a outros a outros horizontes. A onde você quer ir? É só escolher uma das estradas e dar o primeiro passo.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Professora e Aluna, fazendo milagres


“Belos dias como estes, fazem o coração bater ao compasso de uma musica que nenhum silêncio poderá destruir. É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a glória de viver”.
Helen Keller



Recentemente vi o filme “O milagre de Anne Sullivan”, nem é preciso dizer que adorei o filme. Gostei tanto que resolvi compartilhar essa experiência através do meu blog. O filme que vi foi uma versão de 1962, e descobri que teve uma versão mais recente feita para a televisão, neste inclusive segundo me contaram aparece a verdadeira Helen Keller (no final do filme, através de arquivos pessoais e documentais da época em que vivera). Não parei no filme e fiz uma breve pesquisa a respeito de Helen Keller. O filme foi baseado na história da vida de Helen Keller (1880-1968). Esta incrível mulher ficou cega e surda com poucos meses de vida. Segundo conta o filme vivia quase como uma selvagem por não poder comunicar-se com a família. Anne Sullivan, que passou a ser sua professora e companheira até morrer em 1936, é contratada com a dura missão de ensinar algo a pequena Helen, pouco antes dela completar os sete anos de idade. No filme Anne passa uns maus bocados para tentar ensinar um pouco de civilidade a mimada e esperta Hellen. Por fim acontece o “milagre” e Helen passa a associar as palavras soletradas por gestos em sua mão e consegue descobrir o véu da ignorância que a cercava. Helen nunca conseguiu ver, pelo menos como nos, mas a partir de então nada mais a impediu de ser um ser humano pleno. Aprendeu a falar, e não só o inglês, mas também francês, latim e alemão. Aprendeu a ler e escrever, e escreveu muito, tendo diversos livros editados. Formou-se em filosofia e fez conferências pelo mundo afora, inclusive no Brasil, onde esteve em 1953 quando foi homenageada pelo governo brasileiro. O seu livro “a história de minha vida”, virou uma peça, que virou um filme, que está agora no meu blogger. Helen Keller estava viva quando filmaram a primeira versão cinematográfica. Só veio a falecer em 1968. Com o titulo original Miracle Worker, cuja tradução não saberia dizer, pois junta as palavras milagre e trabalhador (O milagre trabalhado?), mas que foi traduzido para o Brasil como “O milagre de Anne Sullivan” e para Portugal como “O Milagre de Helen Keller”. E é justamente a partir deste título que faço minha reflexão. Segundo uma concepção construtivista o título mais adequado seria “O milagre de Helen Keller”, pois o conhecimento que teria levado a menina a falar teria partido dela própria. Somente a partir do conceito de água que a aluna trouxe é que foi possível dar significado aos sinais (significado) que a professora lhe apresentou. O conhecimento parte do aluno, o professor apenas facilitou o seu aprendizado. Porém, o título brasileiro faz uma justa homenagem ao esforço e dedicação da professora Anne, apesar de utilizar métodos pouco aconselháveis para os dias de hoje. Recomendo este filme, pois é muito lindo e emocionante, mais que isso, a história da vida de Helen Keller é um exemplo de coragem, persistência, fé e amor a vida. Ainda quero ver as versões de 1979 e a de 2000 ( da Disney )! Vale a pena ver esse filme e descobrir um pouco mais dessa mulher, que foi uma das grandes personalidades do século passado.

terça-feira, setembro 29, 2009

Brincando de Aprender

Nem só de atividades culturais sobrevive um final de semana! Estive na casa das minhas priminhas fofas dando o pontapé inicial no trabalho da disciplina de Linguagem e Educação. Elas estão em uma idade bastante interessante, onde a curiosidade e a imaginação se fazem presentes de maneira divertida, que nos faz rir. Em que momento da nossa aprendizagem esquecemos o quão divertido pode ser o aprender? Não sei todas as respostas, mas sempre me divirto muito com as histórias que elas têm para contar. Será por causa destas carinhas divertidas?