terça-feira, outubro 23, 2007

Delícia de semestre!!!

Sou amante das artes, da nossa parte que transforma a vida em poesia, em música, em imagem, enfim dessa transmutação do cotidiano em algo maior. E prá meu deleite, esse semestre a arte está "bombando" em todos os lugares. Não sou de crer em acaso, mas esse tal menino intrometeu-se no nosso curso. Vejam que além de Porto estar muito, muito mais Alegre, com tanto arte pela cidade, o nosso amado PEAD também está. As disciplinas deste semestre são simplesmente maravilhosas, novos olhares sobre a importância da arte e seu uso em sala de aula.

Em setembro fui à Bienal com meus alunos, eles simplesmente amaram. Jorge Macchi é um artista impressionante, transforma tudo em música, música visual, bacana demais. O que é aquela fonte??? Jorram-se raios musicais de várias cores sobre simples tigelas velhas, que poderiam estar furadas e ser um entulho em casa, mas que com outra perspectiva vira arte, digna de estar num museu de arte como o Santander Cultural. Percebemos que a arte é algo simples, podemos utilizar materiais como sucatas, madeiras velhas, como o caso do Francisco Matto, ou até mesmo barro na parede como o já citado Macchi. Então fui até o Cais do Porto, e felizmente-infelizmente vi os horrores da guerra. Digo felizmente, porque temos que ver isso, não podemos ignorar essas atrocidades que o ser humano, ser racional, é capaz de fazer. E logo em seguida vi imagens lindas numa tela enorme, que um outro ser humano, portanto, também racional fez. E isso serviu para pensar o ser humano é capaz de tanto coisa, por que optar pela tristeza, pela dor, pela infelicidade? Arte, não é só poesia, música bonitinha, arte é questionar-se a todo momento.

Ainda no mês de setembro, tive a imensa felicidade de ir a duas apresentações do Circo Tholl. Já assisti muita coisa, já fui em apresentações diversas, mas o Tholl é algo inexplicável. É lindo do começo ao fim, é emocionante! Saí do Salão de Atos levitando, estava leve, feliz, encantada com o visual, com as músicas. É a inteligência humana a serviço do bem-estar da humanidade.

As disciplinas desse semestre têm dado um trabalhão, é trabalho e mais trabalho, num prazo relativamente curto, mas vale a pena cada segundinho de trabalho, faço com um prazer enorme.

O que dizer sobre minha transformação?

Estou com uma borboleta, feliz da vida, metida entre tanto arte e cultura. Estou mais leve, a alma quer explorar muito mais cada uma dessas obras de arte: Artes Visuais, Literatura Infanti Juvenil e Aprendizagem, Ludicidade e Educação, Música na Escola, Teatro e Educação e Seminário Integrador III.

domingo, outubro 14, 2007



Na sexta-feira assisti ao programa Conversas Cruzadas, com a Tânia Carvalho, na TV COM, em que estava a Profª Neusa Sá. Falaram sobre o filme Happy Feet. Há tempos estava afim de assisti-lo, mas com a correria do dia-a-dia fui adiando a sessão. Quando terminou o programa corri na locadora e peguei o DVD.
Valeu a pena! O filme é lindo, o Mano, é adorável. Esse filme tem tudo a ver com as disciplinas que estamos trabalhando esse semestre. Fala do amor do pinguinzinho pela dança. E da importância da música na vida daqueles pingüins! Mano é um filhote de pingüim que "foge" dos padrões, ele gosta de dançar, já nasceu com esse dom, mas precisa aprender a cantar, prá descobrir a "sua música" e conquistar o seu grande amor.
Happy Feet, das diferenças, de auto-conhecimento, de família, da sociedade que muitas vezes exclui e acaba com os sonhos dos indivíduos, mostra uma escola que não aproveita as potencialidades de alguns alunos, porque busca o "aluno ideal", aquele que se encaixa no currículo estático escolar, fala principalmente da força interior e do amor.
Aqui fica a dica de cinema!

sexta-feira, setembro 28, 2007

segunda-feira, agosto 13, 2007

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Inventa... O quê?
Inventa... Quem?
Inventa...Por quê?
Inventa... Como assim?
Inventa... Vários!
Ah...inventários

terça-feira, julho 31, 2007


Nem só de torturas vive o pessoal do PEAD, ops, quero dizer, nem só de trabalhos e prazos vivemos...
No sábado aproveitei MEUS últimos minutos de "férias" COMIGO!
Aproveitei a sessão gratuita do Clube do Professor e assisti a Saneamento Básico, O Filme.
Entrei na sala de cinema, sem muito animo, apesar de adorar o Jorge Furtado, a Fernanda Torres e A M A R o Wagner Moura. Ando meio desanimada, não sei porquê, afinal de contas isso é novidade pro pessoal do PEAD/Alvorada.
Buenas, vamos ao filme! Ele é bárbaro... Ri do começo ao fim! O elenco é perfeito, a fotografia dez, a trilha sonora um espetáculo a parte. Há muito tempo não assistia uma comédia tão hilária, de um teor totalmente cotidiano, várias vezes revi ali, naquela sala cenas onde a Marina (Fernanda Torres) representava-me. No Joaquim, marido da Marina, vi meu marinado (marido+namorado), e assim por diante. Ah! Não posso deixar de mencionar o Paulo José, está bárbaro. A Pitanga, amadureceu. Está dando um show no filme, engraçadíssima. Enfim, pessoal, recomendo! Tirem um tempinho prá vocês e assistam! Ah! Quem ainda não tem a carteirinha do Clube do Professor, aproveite e faça a sua, é totalmente gratuito! As sessões são sempre as sábados, por volta das 13 horas. Está dada a dica!

sexta-feira, julho 20, 2007

Oi! Como vai? Tanto tempo? Quanta saudade! As coisas aqui vão bem, mas é tão difícil amadurecer, lembra no nosso tempo tudo era mais fácil. Que saudade! Às vezes, fico pensando porque, no principio, não gostava de ti. Acho que era medo, insegurança ou será uma lance ancestral? Transcendente? Hoje, arrependo-me de não ter aproveitado melhor o “nosso tempo juntas, aqui”. Lembro do dia que puxou papo comigo, graças ao Che! Salve Che! Recuei! Mas tu sempre seguras de si, mostrou-me que estava errada!

Nossa excursão pra Três Coroas! O cuecão de neoprene! Rafting! Aventura! Muitas risadas! Foi aí que conheçamos a nos conhecer, conversamos bastante e descobrimos tantas coisas em comum. O Timão e o Pumba! Estava formada a dupla de sucesso! Pra sempre juntas!

Nosso reveillon na praia! Tramanda Beach! Tropical Rock Café! Mola Envenenada! Muita dança, muita festa! Muita alegria!

Lembra aquela tarde de janeiro na sorveteria??? Verão de 2002... Confidências daqui confidências dali... Falávamos do Mau... Perguntou-me se eu queria casar com ele?! D’um jeito só teu! Rimos! E concluímos, que eu deveria aproveitar... Pois é amiga, tu deves saber. Aproveitei bastante, depois terminamos, aproveitei muuuiiito, tive vários outros paqueras, e depois de três anos voltamos e resolvemos morar juntos. Incrível, esse tal destino.

Conforme o tempo passa as lembranças vão se apagando, mas jamais vou conseguir apagar, a imagem da minha festa de 22 anos, quando cantamos, junto com o Walter “Giz”. Grandes amigas merecem grandes músicas, escolhi essa pra ser a nossa. Sei que irá gostar da escolha.

Ah! Depois disso teve a viagem pra cachoeira! Muita estrada, muita poeira, umas pontes no caminho e várias risadas! Foi tão bacana, né?! Viver lado a lado com os “neandertal”. Uma experiência única! Isso não é pra qualquer uma, não! Boas lembranças... Saudade! Saudade! Saudade!

Agora, eu entendo porque aconteceu aquele monte de coisas chatas e fostes embora da escola, senão fosse assim, seria pior agüentar a dor...Natal de 2002! Teu presente! Lembra das palavras que escrevi? “Não és uma estrela comum, és uma estrela cadente, que quando passa faz todos se iluminarem, mas que passa rapidamente...e deixa saudade.” Era verdade. Depois fomos descobrir isso... Viu, como sou bruxa mesmo? O livro vai virar filme, sabias? Fiquei sabendo outro dia quando assistia o canal Cine Brasil. Quando sair, vou à estréia e vou lembrar de ti, tomara que o Werner Schünemann seja um dos atores, só pro teu deleite. Lembro que gostavas dele.

Depois Tramanda Beach, nossa despedida!

É isso!? Passou tão rápido? Foi tão intenso!

Ah! Deixe-me falar as novidades... Então, como já falei, estou morando com o Mau, o Hermes ganhou um irmãozinho, o Thor, tu irias amar! Ele é foférrimo! Ainda não me formei, mas estou estudando, na UFRGS! Bacana, né?! Sabe? Tu me inspirou horrores, quero fazer um pós na tua área: história. Não sei ao certo ainda, algo sobre negros (descendentes de quilombolas) ou indígenas, estou amadurecendo a idéia. É amiga, “e mesmo sem te ver, acho que até estou indo bem...” As coisas por aqui mudaram, mas a essência, não. Continuo amando meu trabalho. Hoje trabalho com quarta série, assim como tu trabalhavas. Amo a quarta-série. Lembras que eu tinha medo dos “grandões”? Que nada, descobri que são uns amores mesmo!

“Quero que saibas que me lembro, queria até que pudesses me ver”, sei que podes me ver, mas porque eu não posso? Às vezes lembro dos “sonhos” em que nos encontramos, mas são sempre “flash”. Faço das palavras do Renato Russo minhas, “és parte ainda do que me faz forte, pra ser honesto só um pouquinho infeliz”. Sempre será minha inspiração quanto profissional e ser humano, mesmo distante, sinto tua força e tento enviar a minha. Até porque não existe distância quando somos espíritos afins e nos queremos bem. Te amo, Jú, um beijo imenso nessa cara linda!

“ e é de ti que não esquecerei”

Com eterno amor, Chai!

quinta-feira, julho 05, 2007

Serafinas ...

Com tantas leituras e filmes, esqueci de comentar um livro ótimo sobre trabalho infantil. Descobri esse livro ano passado ao discutir com meus alunos da 4ª série o problema do trabalho infantil. Debatemos bastante, buscamos matérias diversas, filmes e um aluno trouxe o livro " Serafina e a criança que trabalha". Esse livro é bacanérrimo, tem uma linguagem própria para as crianças, tras o relato triste, mas verdadeiro de outras crianças, tem fotografias lindas (apesar de sofridas), mas enfim, esse livro mostra bem a realidade de algumas crianças.
Dei uma rápida olhada na net e encontrei entrevistas com as escritoras, vale a pena conferir.

Iolanda Huzak
Cristina Porto
Um pouco mais sobre o livro...

quarta-feira, junho 13, 2007


Para minha paixão inviolável:
É incrível a nossa história
Sem nenhuma prova concreta
Só palavras que voam com o vento
Imagens que eu guardo na memória
Um segredo inviolável
De uma paixão inflamável
Mas que nunca, nunca incendeia
Nem em noite de lua cheia
Às vezes passo dias inteiros
Imaginando e pensando em você
E eu fico com tantas saudades
Que até parece que eu posso morrer
Pode acreditar em mim
Você me olha, eu digo sim
Mas eu nem sei se sofro assim
O que eu quero é você pra mim

terça-feira, junho 12, 2007



As sem Razões do Amor
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça

e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, junho 04, 2007

Quero o verde... onde cresce a esperança

Quero deixar aqui minha homenagem ao Dia Internacional do Meio Ambiente, escolhi essa declaração porque tem tudo a ver com o meio ambiente, e com esses animais tão irracionais que somos. Sábias palavras do Thiago de Mello, só podia o "cara" é Mello.

Os Estatutos do Homem

(Ato Institucional Permanente)

Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

Thiago de Mello