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quinta-feira, novembro 04, 2010

SUPERações

Há um ano estávamos trabalhando com LIBRAS, meu blog registrou esse momento falando sobre LIBRAS e sobre os deficientes visuais e auditivos. Ao ter que escrever meu blog, meu TCC e outros trabalhos da faculdade me senti meio deficiente. Pareceu-me que não seria capaz de dar conta do recado. Mesmo com todos os cinco sentidos funcionando perfeitamente senti como que paralisada em minhas plenas faculdades. E por coincidência foi justamente em outubro do ano passado que falei sobre o mágico de OZ. Nele encontro as respostas para meus anseios: a coragem de continuar, o cérebro para escrever e o amor para dedicar-me. Não preciso andar pela estrada de tijolinhos amarelos para encontrar o que está dentro de mim. Não preciso passar pelas mesmas dificuldades que Jonas para poder aprender. Preciso sim, me esforçar e dar tudo de mim para que as outras pessoas ouçam e leiam o que tenho a dizer. Esforço, muito maior, é preciso para aprender a falar em LIBRAS e quando vejo um grupo de surdos falando animadamente percebo que a deficiência esta em quem se deixa vencer. Ninguém disse que o aprendizado é algo fácil. Mas o esforço de continuar, tanto deve ser do educando como do educador. Como professora, faço o possível para que meus alunos superem suas dificuldades e consigam alcançar os objetivos propostos. Como aluna acho que me deixei abater, apesar dos esforços de meus educadores. Mas nunca é tarde para superar nossas deficiências, mesmo que tenhamos de repetir ou morrer tentando. De nada adiantaria incentivar meus alunos a levarem seus estudos a sério, se eu mesma não acredito que isso seja possível. Estamos na reta final, hora de dar o último “sprint” rumo à vitória.




sábado, outubro 30, 2010

Crítica e Autocrítica


Ao rever a interdisciplina Organização e Gestão da Educação, que estudamos no eixo V, destaquei uma frase na mensagem de apresentação do módulo:

“... Isso significa que em muitos momentos precisaremos nos tornar auto críticos e nos posicionarmos sobre as práticas que ajudamos a instituir com nossas vozes ou com nossos silêncios.”

Agora ao escrever meu TCC deparei-me com o a mesma autocrítica. Minhas pesquisas apontam para o fato da escola exercer uma posição dominadora sobre as famílias, procurando impor sua forma de educação sem levar em conta os pais ou os alunos. Tal posição da escola enquanto instituição, e a mim como membro dela, me fez questionar até que ponto eu venho reproduzindo esta ideologia dominante e o que tenho feito para fugir dela. As leituras de Paulo Freire, que venho fazendo de ao longo de toda a faculdade, fazem com que eu tenha uma postura mais construtivista em relação a educação de meus alunos. Procuro fugir das formas prontas e chamar os alunos a participarem da construção de seu aprendizado, valorizando sua cultura e seus conhecimentos. Mas como professora inserida em uma instituição de ensino, sou obrigada ao mesmo tempo a me adaptar ao que é exigido pelos responsáveis pela nossa gestão de ensino. Nossa autocrítica diária deve permear nossa relação com nossos alunos, nossa relação com a escola e sua organização deve ser sempre visando o melhor para os educandos.

domingo, setembro 12, 2010

Uma estudante em desespero: TCC!

Relendo as minhas postagens, logo na segunda, em 09 de setembro de 2006, senti como se tivesse voltado no tempo. O Título: Socorro!
O tempo passa e as velhas dúvidas dão lugar às novas. Talvez esse seja o grande dilema do aluno-pesquisador. Não existem respostas prontas e na grande maioria das vezes nos encontramos perdidos, desesperados, despreparados, incapazes e bloqueados.
O prazo final para entrega do TCC se aproxima e por mais que tivesse estudado e me preparado, não me sinto capaz de realizar tal feito.
Porém ao analisar as demais postagens no blogger, dos primeiros semestres, percebo que as superações as dificuldades se fazem dia-a-dia. O conhecimento adquirido, por menor que tenha sido trabalhado ou assimilado sempre trará benefícios para o resultado final. A teoria sempre encontra o seu espaço na prática da sala de aula. Os exemplos vividos são uma lição que não esquecemos tão facilmente. As conquistas registradas em meu blogger são o testemunho vivo de minha vida acadêmica e profissional durante este curso.
Aprendi muito sobre a educação, nas primeiras postagens era um pouco mais apegada aos textos trabalhados pelas disciplinas, com o tempo aprendi a colocar os meus exemplos e a alternar entre a prática e a teoria. Passei a expressar melhor minhas idéias e não somente reproduzir os textos lidos. Tornei-me mais crítica e analítica. Ao dominar melhor o conteúdo passei a dialogar com a teoria e sempre dentro do possível, corrigir minha prática e melhorá-la com os novos conhecimentos adquiridos.