domingo, maio 06, 2007

Carma, Chaine! "Carma"!


Nossa! Estou pagando todos meus pecados, com esse tal de Freud!

Esse "cara" não criou a psicanálise...ele trouxe todos meus débitos de outras encarnações para essa. Isso é carma!


sábado, abril 07, 2007


Ontem minha família aumentou...
Ganhei um lindo cachorrinho, o Thor Mello Demaman.
Ele é muito, muito fofo...estou adaptando ele com o maninho, o Hermes... Espero que eles se entendam legal.
Esse final-de-semana quero curtir muito minha família...
Smackkkkkkk

quarta-feira, abril 04, 2007


O MENINO E A BORBOLETA ENCANTADA


Na madrugada do dia 31/3 meu avô faleceu. Há muitos meses ele estava acorrentado em uma cama de hospital... Finalmente sua alma pode sair livremente por aí... a procura de alguma aventura, como tantas que ele vivenciou. Também vivi muitas aventuras com ele, muitas dessas foram relatadas por ele... Adorava chegar na sua casa, sentar num banquinho qualquer e ouvir aquele homem sábio, falar de coisas imensas, múmias, faraós, Egito, Grécia, falar das plantas, dos animais, do dia-a-dia. Tudo ficava tão especial quando falado por ele. Algumas coisas ele vivenciou "ao vivo e a cores" outras leu, e com isso aprendi a amar os livros.

E não por coincidência no mês passado, o Rubem Alves escreveu um conto maravilhoso, que na primeira leitura já me fez lembrar do meu avô. Quando li o texto, pensei: "Puxa, o Rubem escreveu a minha relação com o meu avô!" Demais! Quero pedir licença a todos e ao Rubem para me "adonar" deste texto - que foi feito prá nós dois - e postá-lo aqui. Leiam com carinho, porque é com muito carinho que coloco aqui...



Mil e uma noites haviam se passado desde que o Pássaro Encantado partira. Então ele voltou. Era madrugada. A menina o viu tão logo a luz alegre do Sol fez brilhar as suas penas. Ela o estava esperando. Os apaixonados esperam sempre...Ah! Como foi bom aquele abraço de saudade! Desta vez as penas estavam coloridas com as cores das florestas sobre as quais voara. O Pássaro Encantado pôs-se então a cantar os seres das matas, árvores, orquídeas, regatos, cachoeiras, elfos e gnomos... A Menina não se cansava de ouvir. Ouvia e pedia que ele contasse de novo as mesmas estórias, do mesmo jeito. E assim viviam os dois, se amando por dias e dias.
Mas sempre chegava o momento em que o Pássaro dizia: “Menina, o vôo me chama. Preciso partir. É preciso partir para o nosso amor não ter fim. O amor precisa de saudade para viver...” A Menina chorava baixinho, mas compreendia. E assim o amor acontecia entre partidas e retornos.
As asas do Pássaro pareciam incansáveis. Estavam sempre à procura de lugares desconhecidos. Ele já visitara montanhas encantadas, planícies geladas, lagos, rios, abismos, castelos, uma cidade na divisa entre a realidade e a fantasia, um reino onde era proibido estar triste, lugares sagrados, vulcões, o país dos dragões verdes e dos gigantes amarelos, jardins, selvas verdes, mares azuis, praias brancas... Sobre todos esses lugares ele lhe contara estórias. A Menina não tinha asas. Mas ela voava nas estórias que o Pássaro lhe contava.
Mas os anos foram se passando. O Pássaro envelheceu. Suas asas já não eram as mesmas da juventude. E também os seus sonhos já não eram os sonhos da mocidade. Deseja-se partir quando é manhã. Mas quando o sol se põe o que se deseja é voltar. E assim um desejo novo surgiu no coração do Pássaro crepuscular: voltar...
O Sol acabara de se pôr. Vênus brilhava no horizonte. Foi então que a Menina o viu. Suas penas pareciam incendiadas pelo Sol. Depois do abraço ele disse para a Menina algo que nunca lhe dissera antes: “Menina, conte-me as estórias da minha ausência...” E foi assim que, pela primeira vez, o Pássaro se calou e a Menina lhe contou estórias.
Por muitos dias o Pássaro e a Menina gozaram do seu amor. Mas o Pássaro já não era o mesmo. Algo acontecera com os seus olhos. Já não procuravam horizontes longínquos. Eles olhavam as coisas simples que havia na sua casa, coisas que sempre estiveram lá, mas que ele nunca havia visto. Não vira porque o seu coração estava em outro lugar.
É o coração que nos diz o que é para ser visto.
Aconteceu então, num dia como os outros, o Pássaro abraçou a Menina e sentiu, nas costas dela, algo que nunca sentira. “Menina, o que é isso?”, ele perguntou. Ela enrubesceu e respondeu: “Asas, pequenas asas... Estão crescendo nas minhas costas...” E para que ele as visse baixou sua blusa. E ele viu. Sim, pequenas asas, delicadas asas, asas de borboleta, coloridas, diáfanas, frágeis... E ele percebeu que a Menina se preparava para voar. Sua Menina se transformara numa borboleta...
O Pássaro sorriu uma mistura de alegria e de tristeza. Sentiu um leve tremor nos lábios, aquele mesmo tremor nos lábios que vira nos lábios da Menina a primeira vez que lhe dissera: “Eu quero partir...” Chegara a hora em que ela partiria e ele ficaria. Ele seria, então, aquele que esperaria. Como é dolorido ficar! A solidão de quem fica é maior que a solidão de quem parte! Quem parte vai para mundos novos, cheios de maravilhas desconhecidas. Quem fica, fica num espaço vazio, de objetos velhos, esperando, esperando, contando os dias.
O momento da despedida chegou. A Menina, flutuando com suas grandes asas de borboleta, disse ao Pássaro: “Preciso partir...”
O Pássaro teve vontade de chorar. Queria lhe dizer "Não vá. Eu a amo tanto”. Mas não disse. Lembrou-se de que essas haviam sido as palavras que a Menina lhe dissera a primeira vez. O Pássaro temia por ela. Suas asas eram tão frágeis, asas de borboleta que quebram-se a toa. Queria estar com ela para consolá-la na solidão e no cansaço. Mas não fez gesto algum. Ele sabia que os abraços que não se abrem são mortais para o amor.
Estendeu a sua mão num gesto de despedida. A Borboleta voou e nela pousou. Ele se aproximou dela, como se fosse beijá-la. Mas não beijou. Apenas soprou suas asas suavemente. “Voa, minha linda Borboleta”, ele disse, se despedindo. A Borboleta bateu suas asas, voou e desapareceu na distancia.
Então, ao olhar de novo para si mesmo ele não se reconheceu. Já não era o Pássaro Encantado de penas coloridas. Transformara-se num Menino... Um Menino que esperava a volta da Borboleta Encantada. Então ele voaria nas asas das estórias que ela haveria de lhe contar...
Rubem Alves

sexta-feira, dezembro 29, 2006

ECS 10

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental - EAD
Escola, Cultura e Sociedade
Professora: Vera Corazza
Nome do aluno: Chaine Mello
Pólo: Alvorada
ECS 10

Fiquei muito empolgada com a proposta de escrever uma história coletiva na internet, e ainda mais com a idéia de ler Paulo Freire. Porém fiquei muito confusa com a tecnologia, encontrei dificuldades em usar o espaço wikihistórias, por causa da tela cinza que muitas vezes apareceu e principalmente porque algumas vezes salvei e quando fui verificar tinha perdido tudo. Ao começar a escrever a história percebi que muitas pessoas estavam apenas fazendo relatos e não uma história em si. Aí fiquei em dúvida quanto ao que escrever, mas no final resolvi entrar no embalo. Gostei muito desse espaço e das discussões, gostei da leitura e penso que foi fundamental para fazermos uma reflexão sobre a nossa prática e repensar que tipo de professores estamos formando e que tipo de professores queremos formar. Vemos que muitos professores deveriam repensar seus papéis. Chamou muita atenção no livro a questão do professor ser um exemplo vivo de seu ensino, já que a teoria que ele “prega” deve ser coerente com sua prática, pois ele é a referencia para seus alunos e querendo ou não influencia em suas vidas.

Acredito que tudo que vivenciamos nesse semestre foi muito novo, muito desafiador, mexeu com as nossas estruturas, nos fez sair do habitual. De tudo que passei esse semestre, de todas as dificuldades, as pequenas vitórias, o choro desesperador, o riso ao perceber a ajuda das minhas colegas-amigas, o amargo de saber que meu nome estava na lista roxa, a felicidade de concluir mais um trabalho, de tudo enfim, ficou a certeza de que estou no caminho certo, de que aqui é o meu lugar.

Deixo aqui um “beijo muito enorme demais” e um abraço do tamanho da rede virtual que criamos a todas as pessoas que caminharam junto comigo...

FELIZ 2007... MUITA PAZ! MUITA LUZ! MUITOS BEIJO E ABRAÇOS, MUITO CRESCIMENTO, MUITA SAÚDE....E UMA MONTANHA DE FORÇA PRÁ CONTINUAR ESSA CAMINHADA!

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental - EAD
Escola, Cultura e Sociedade
Professora: Vera Corazza
Nome do aluno: Chaine Mello
Pólo: Alvorada
ECS 8
A atividade de integração foi bem difícil, mas certamente muito gratificante e edificante, já que foi possível ter o contato com pessoas de diferentes pólos, e assim, ampliar nossa visão de como as outras pessoas estão sentindo o curso.
Como tínhamos que procurar as imagens iguais as nossas, tivemos que visitar muitos blogs encontrei blogs dos estilos mais variados, muitos deles caprichadérrimos, com estilos próprios, percebi que apesar das nossas dificuldades com a tecnologia (a maioria dos colegas afirmava isso) os blogs estão muito bons. Ao trocar nossas experiências fica claro algumas coisas: o tempo é um fator muito difícil de se trabalhar, ainda, por muitos. Talvez porque o pessoal não estava se “programando” para o curso. Tivemos que adaptar nossa rotina já no meio de um ano letivo, nossa carga horária, o planejamento das aulas, todo o trabalho extra da vida de um professor. As tecnologias, muitos de nós não estavam acostumadas com ela, no máximo ler e-mails, mandar e-mails, usar a Internet para inscrições (no vestibular da UFRGS, por exemplo), digitar algum texto no Word, utilizar o Orkut, etc. Tivemos que nos adaptar a marra. E vejo que nos saímos muito bem! Outra coisa: todos nós já ficamos em algum momento totalmente perdidos, loucos, confusos, com medo e vontade de desistir...Isso é unânime!... Mas sempre apareceu uma mão amiga para nos amparar, um ombro amigo, para suportar nossas cabecinhas, e um lencinho de papel amigo para enxugar nossas lágrimas.
Mais coisa bacana dessa atividade é que logo depois veio a festa dos calouros, então foi possível reunir e ver aquele pessoal que conhecemos através do blogger. Fiquei o tempo todo tentando encontrar aquelas pessoas dos blogger que mais gostei e que eram do meu grupo.
Enfim, a atividade foi árdua, mas seu fechamento foi um SUCESSO! Desejo muito SUCESSO para todas as pessoas em que eu invadi o blogger... E nos veremos na festa de formatura, que certamente será um SUCESSO!!!


segunda-feira, dezembro 18, 2006


Buenas, essa semana estou com todo gás, correndo atrás do tempo, colocando minhas atividades em dia.
É isso, galera! Pode crer que eu chego lá!
Nos vemos na linha de chegada!
Bjo

terça-feira, dezembro 12, 2006

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Escola, Cultura e Sociedade
ECS 9- Trabalho em grupo Letra C - Versão Final
Componentes do grupo: Carla Adriani Drago Dinnbier, Carla Cristine Finato, Carmem V.Wichrowski, Chaine Mello Rodrigues, Maria Beatriz lemos Dornelles, Maria Beatriz Santos Guterres, Maria Fernanda da Silva Martins, Maria Gabriela Ferreira SargentiPólo de Alvorada
Professora Vera Corazza
Síntese e análise dos capítulos Introdução e Ensino, Ciência e Ideologia
Introdução
Marx e Engels não publicaram nenhuma obra específica sobre Educação nem formularam nenhuma teoria pedagógica. Criticavam o Capitalismo e , como conseqüência, abordavam questões educativas. Seria através da Educação que as classes trabalhadoras poderiam desenvolver a consciência e a razão.Para a conquista de uma sociedade igualitária e sem relações de dominação era necessária a emancipação social do indivíduo. Ambos criticavam a alienação trazida pela Igreja e, pela dominação capitalista.
ENSINO, CIÊNCIA E IDEOLOGIA
Engels coloca que há uma divisão do domínio do conhecimento em três grandes seções.A primeira trata das ciências que se ocupam da natureza inanimada e que podem ser tratadas, de certa forma, matematicamente.(Matemática, Astronomia, Mecânica, Física, Química)Engels questiona a exatidão destas ciências. Considera as verdades trazidas, não absolutas e justifica sua opinião, trazendo alguns exemplos onde, com o passar do tempo, os fatos científicos puderam ser reconsiderados e resignificados.A segunda seção se refere às ciências que tratam do estudo dos organismos vivos. Ele traz a convicção de que pouco se sabia a respeito dos seres vivos e de sua constituição orgânica.Por último, fala sobre as Ciências Históricas: ?... quando excepcionalmente se consegue conhecer o encadeamento íntimo das formas de existências sociais e políticas de um período, isso só se verifica normalmente quando essas formas já se encontram a meio de sua existência, quando estão a caminho do declínio. Neste caso, o conhecimento é essencialmente relativo, pois se limita a compreender o encadeamento e as conseqüências de certas formas de sociedade e Estado só existentes em determinado tempo e em determinados povos e transitórios por natureza?. A partir da reflexão e questionamentos sobre as ditas ciências, conclui que a verdade não é absoluta, nem eterna.Engels contrapõe as ?modernas ciências naturais? ao que chama de intuições filosóficas sobre a natureza e às descobertas realizadas pelos árabes. Segundo ele, as Ciências naturais iniciaram na época da Reforma. Um novo mundo começava a se configurar trazendo rupturas com o antigo. Os indivíduos se acharam dominados por um espírito de aventura.Não eram escravos do trabalho, participavam ativamente da sua condição de ?ser político?. O clero perdeu o monopólio da leitura e da escrita.Copérnico separou Ciência e Teologia. Entretanto, segundo Engels, em Dialética da Natureza,os progressos observados a partir desta época traziam questionamentos e novas hipóteses em relação à concepção da natureza mas, ainda no presente, idéias equivocadas continuam a ser ensinadas em muitas escolas. Através de suas idéias e teorizações sobre as mesmas Marx e Engels questionaram verdades dadas como absolutas possibilitando que os indivíduos refletissem e questionassem sua condição e as relações existentes entre as classes.

Referências Bibliográficas:MARX & ENGELS. Textos sobre educação e ensino. São Paulo: Moraes, 1983.

Questões:
1-Que relação poderíamos fazer com nossos alunos, a partir da afirmação de que ?nenhuma verdade é absoluta??
2-Refletindo sobre nosso contexto atual, de que forma poderíamos trabalhar criticamente com o ensino de Ciências, em classes de Séries iniciais?
3-Partindo das idéias de dominantes e dominados como poderíamos, por exemplo, conversar sobre as idéias essenciais através da análise da hora do recreio em uma escola de classes regulares? Que situações poderiam ser trazidas para análise e reflexão juntamente com os alunos?

terça-feira, dezembro 05, 2006


UFRGS
PEDAGOGIA ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
DISCIPLINA: ESCOLA CULTURA E SOCIEDADE
PROFESSORA: Vera Corazza
ALUNA: Chaine Mello
PÓLO: Alvorada
ECS4
Sempre que posso dou uma olhadinha no blog dos meus colegas, mas para essa atividade procurei blogger beeeeeeem "desconhecidos" para mim, uns que nunca entro...e fiquei muito admirada com estes...Nossa! Tem blogger lindos, super transados, e aí já dá prá perceber a evolução dos colegas.
O primeiro que visitei foi o da Adriana Fraga Soares, ela fez um trabalho encantador, dá gosto de visitar esse cantinho..."Educar é....", e não dá vontade de sair. Tem fotos lindas, imagens graciosas, além disso dá uma pontinha de inveja...já que ela está com tudo em dia.
Conheci o blogger da Elise Mello, nunca havia estado ali, e "acho" que não a conheço pessoalmente, é tão gostoso saber um pouquinho da vida de nossos colegas.
No sábado almocei com um grupo de colegas, e dentre estas estava uma figurinha, chamada Marili, entrei no blogger dela é ... Percebi o crescimento dela, desde as primeiras postagens até hoje, tem muita coisa bacana, fotos legais...E pelo o que ela estava falando naquele dia, imaginei um blogger bem diferente, nossa ela está super bem. O mais legal é que consegui ficar sabendo um pouco mais de uma colega que chamou minha atenção naquele almoço pelo seu carsma e simpatia.
Resumo da ópera: foi bom constatar como estamos crescendo...e... tenho que me puxar mais!